A primeira festa de aniversário

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Faltavam pouco menos de cinco minutos para o horário de início do primeiro aniversário da Luísa quando a Gisele pediu que eu providenciasse uma troca de fralda. Assim que peguei o bebê no colo, senti minha mão molhada, uma gosma quente acompanhada daquele cheirinho inconfundível. O pior é que vi algo que escorria pela sua perninha.

_ Gi, vazou tudo…

Pânico total. A roupinha escolhida há tempos para o primeiro aniversário, uma “jardineira amarela” dada de presente pela minha prima, estava com um pequeno pedaço sujo de “caca”, melecada e fedorenta. A Gisele ainda tentou uma roupa “reserva” que deixava Luísa parecendo uma “Maria Mijona”- que no nosso mineirês nada mais é do que uma pessoa que usa uma roupa com dois ou três números a mais.

O cenário se completava com a mamãe com as mãos na cabeça e quase rolando pelo chão de desespero… Eu e a madrinha olhávamos a roupa suja da Luísa e não tínhamos a mínima idéia do que fazer… E naquele momento tocou o interfone.

E agora? Todo o trabalho das últimas semanas arrasado por uma fralda vazada. A Luísa iria passar o aniversário com um body ou uma camiseta da Peppa.

Tudo bem que festa de um ano não é uma coisa que o bebê vá se lembrar. É mais um evento destinado aos pais e seus amigos do que propriamente à criança. Eu não lembro qual foi o “tema” de meu primeiro aniversário…E acho que ninguém deve se lembrar… A festinha é para que nós, adultos, comemoremos doze meses da chegada dos filhos com nossos familiares e amigos.

Primeiramente pensamos em fazer a festa da Luísa em Poços de Caldas, onde moram todos os avós, titios e titia. Chegamos a cotar preços em buffets, escolhemos um tema da Minnie, mas no final das contas o preço das passagens aéreas até Campinas (SP) acabou nos desanimando. Além do mais, seria uma correria danada para passar apenas três dias em Minas Gerais.

Eu e Gisele decidimos então, realizar um picnic em nosso jardim. E ainda optamos por não contratar nenhum buffet. A festa seria marcada por guloseimas simples, como cachorro quente, torta de liquidificador e pipocas, além de doces como brigadeiro de panela e cocada. Tudo o que gostamos e que seria bom em um encontro com amigos. Nada de luxo ou apetrechos cinematográficos…

Mesmo optando por um evento simples, nossa procura por badulaques em lojas de festa começou mais de um mês antes. Percorremos todo o centro de Florianópolis até que Gisele encontrou o que estava querendo: copinhos, guardanapos, balões e canudinhos vermelhos com bolinhas brancas ou pretas e alguns com detalhes de joaninhas.

Lembrancinhas?  Mamãe teve como idéia presentear os amigos com uma caneta em forma de cogumelo da Imaginarium, local onde trabalha.

 

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Investimos ainda em um bolo bem bonito, no estilo “naked cake” de chocolate e frutas vermelhas (me lembrei do gosto maravilhoso agora, hum…). Gisele ainda comprou muitas flores, espalhamos cataventos pelo jardim e montamos um varal de fotos que tentava contar um pouco da história de nosso bebê desde a sua chegada.  A intenção era fazer uma festa pequena, sem muito luxo, mas muito aconchegante.

A madrinha e a sogra vieram para participar e, se não fossem elas, muitas coisas não estariam prontas na hora da festa. As três passaram o dia anterior fazendo molho de cachorro quente e brigadeiro e arrumando os doces nos copinhos. Papai foi colocar bandeirinhas, espalhar os cataventos e arrumar mesas e cadeiras.

Agora o mais importante até então era rezar para o tempo “perfeito”. Pedíamos que no dia da festa aparecesse o sol, sem muito calor ou muito frio, e ainda que o vento, tão comum aqui no litoral, desse uma aliviada. Vento sul seria o pesadelo.

E o São Pedro, pelo que percebi, também ama a Luísa. No dia do aniversário tinhamos um céu azul, daqueles sem nenhuma nuvem. Nada de calorão e muito menos do tão temido vento: era um dia espetacular, com calorzinho durante o dia e até uma brisa. São Pedro mandou muito bem.

O picnic foi uma maravilha. Colocamos os tatames no jardim e pronto: nós, os adultos, nos divertimos – e comemos – muito.

Foi tanto esforço e tanto carinho na festinha que uma roupa suja não seria capaz de estragar nada. Como de fato não estragou: assim que o interfone anunciou a chegada do primeiro convidado, a madrinha tirou a roupinha da Luísa, lavou o local onde havia escorrido a “caca”, esfregou na mão, usou um secador de cabelos na potência máxima e pronto. Antes mesmo da chegada do segundo grupo de amigos, a pequena já estava com a “roupa oficial”.

É o tipo de coisa que só uma madrinha é capaz de fazer….

 

 

 

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