A primeira sessão de cinema

 

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Era uma vez uma menina que foi pela primeira vez ao cinema. Se encantou com tudo, com a escuridão, com o barulho, com as imagens na tela gigante diante de seus olhos e claro, com o saquinho de pipoca.

Como contei em outro texto, esta semana completa um ano que passei a cuidar da Luísa durante todo o dia. Para comemorar a data resolvi apresentar a ela algo que sempre amei e do qual estava há muito tempo afastado: uma sessão de cinema.

Luísa e eu participamos do CineMaterna e curtimos uma tarde completamente diferente. No “escurinho do cinema”, sem telefone celular ou redes sociais, passamos duas horas comendo muita pipoca e doces (ai meu Deus, tomara que a Gisele não leia esse texto).

O CineMaterna é um projeto que existe desde 2008 em 36 cidades brasileiras. A “sessão fraldinha” já arrastou 32 mil adultos e 19 mil bebês às 76 salas disponíveis para o projeto em 2014.  O objetivo é simples e muito interessante: proporcionar às mães de bebês de até 18 meses a possibilidade de assistir filmes acompanhadas dos filhos. Para atender ao público, uma estrutura com trocadores é montada nas salas de exibição. Simples assim.

Os papais são bem vindos, mas raros. Na sessão que assistimos, havia pelo menos vinte mães na sala de cinema do shopping e apenas eu de papai. Cheguei a me sentir um peixe fora d’água no início, mas a experiência foi fantástica e recomendo a todos.

Assim que a luz se apagou e o primeiro trailer começou a ser exibido,Luísa, que a essa altura já estava agarrada em um saquinho de pipoca, arregalou os seus já imensos olhos de jaboticaba.

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Em seguida, a reação de quem vê a sétima arte pela primeira vez. Uma cara de espanto, de admiração, seguida de dois ou três gritinhos e pronto:  um imenso sorriso maravilhada com o que estava diante de seus olhos. Parecia fazer questão de demonstrar que estava feliz por vivenciar aquilo. Por muitas vezes, chegou a ficar de pé e sem piscar diante da tela, assim como assiste televisão em casa.

Neste momento tive a mais absoluta convicção de que o cinema é mesmo mágico.

Não vou ser mentiroso e falar que assisti ao filme inteiro.  Subimos as escadas do cinema umas duas vezes, saí no meio da sessão para comprar mais pipocas, controlei seus berros e as insistentes tentativas da Luísa em descer as escadas e e rampas da sala e ainda tive que trocar sua fralda uma vez.  O Cine Materna conta com um espaço para os bebês brincarem e, como a pequena era a única que já andava, precisei ficar atento para que ela não “atropelasse” os menores. Para ela, foi uma grande diversão.

Quem acha que só porque tem um bebê pequeno não pode ir ao cinema está redondamente enganado. O Cine Materna tem a intenção de proporcionar sessões para as mamães e algumas medidas especiais são tomadas para garantir o conforto de todos, como a redução do ar condicionado e do volume do som.

“O Cine Materna é uma sessão especial e as salas são preparadas para receber mamães e papais. Além dos trocadores, o volume é mais baixo do que numa sessão comum, o ar não é tão gelado e as luzes laterais permanecem acesas”, disse Luciola Gonçalves, que coordena o projeto na região da Grande Florianópolis. “Temos um tapete para atividades para atender as crianças com mais de um ano e que querem brincar durante o filme”.

As sessões não são de filmes destinados para crianças. Eu e Luísa fomos assistir “Não olhe para trás”, estrelado pelo eterno Michael Corleone, Al Pacino. Conta a história de um astro do rock já setentão, que descobre que John Lennon lhe enviou uma carta. Por isso, dá uma guinada na vida e decide procurar o filho com quem nunca teve contato. É um bom filme, nada fantástico, mas que ganhou seu espaço no meu coração.

Será sim, inesquecível. Pela companhia da Luísa. Se ela gostou? É só dar uma olhada em sua reação abaixo.

Era uma vez, um papai babão que levou a filha pela primeira vez ao cinema.

Quem quiser saber mais sobre o CineMaterna clique aqui.

 

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