As férias da mamãe

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Sentei para escrever um texto sobre férias e me lembrei de um caderninho que roubei de minha mãe com algumas de minhas redações no primário. Ali eu narrava as minhas férias de 1984 (sim, isso mesmo, não sou tão novo assim).

Neste texto conto que não iria viajar nas férias mas que um belo dia meu pai me chamou para ir à Belo Horizonte e me levou em um show do Flipper, o golfinho. No fim, conto a viagem para um amigo que, segundo eu, “babou” com a minha aventura.

Uma simples ação foi capaz de garantir minhas férias. Falo isso pois o tempo é capaz de nos proporcionar mudanças incríveis no modo de pensar. Se eu falasse em férias há algum tempo, relacionaria a uma viagem, malas prontas, turismo e etc e tal…

O fato é que Gisele tirou duas semanas de férias e a primeira delas não foi nada promissora: chuva e mais chuva, uma das nossas gatinhas doente e de repente, uma passagem aérea muito e muito cara.

A crise não assola só a Grécia. Também sofremos com a crise e por uma questão financeira não fomos visitar a família em Minas este mês. Mas enfim, a solução foi ficar aqui. Doeu… Mas não havia o que fazer.

E o que fizemos? Passeamos na Lagoa do Peri, aqui em Florianópolis, corremos pelo jardim, fomos à praia e ao parquinho, fizemos churrasco que a Luísa adora e nos divertimos ao sol com um quadro negro e porções generosas de pipoca.

Lembrando da minha pequena redação, lá em 1984, penso em como coisas simples da vida são capazes de fazer a diferença. Descobri o valor de uma simples pipoca (ou Cacá como chama a Luísa), descobri como um carinho, uma atenção, um chamego, valem mais do que mil milhares de viagens à Disney.

E vi como vale um sorriso.

As coisas mais simples da vida são capazes de nos trazer recordações fantásticas. E quando deixamos a Gisele no trabalho, esta semana, eu e Luísa agradecemos às fėrias e lamentamos por não termos um bocadinho mais da mamãe por aqui.

Porque a vida é assim… Você pode viajar, correr, fazer isso ou aquilo, mas o que vale mesmo, o que conta, são os nossos pequenos momentos, aqueles que a gente nunca esquece..

O que vale são nossas pipocas no jardim.

E tal como a minha viagem de 1984, que deixou meu amigo babando, nunca vou esquecer desses poucos dias que a Gisele tirou de férias e ficamos simplesmente por aqui…

Só nós….

Já sentimos falta…

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Comentários

  1. oraida maria santos escandiussi disse:

    Parabéns texto lindo..lindo …