Carta para a mamãe

PB

 

Lembro da primeira vez que te vi. Me olhou com aquela cara de espanto e seus olhos grandes e esbugalhados. Estava mesmo muito assustada, os cabelos desarrumados e o rosto de quem parecia ter chorado muito há pouco tempo. Havia algo de diferente ali.

Hoje vejo como você sofreu. Como chorou e passou por coisas chatas e difíceis até que pudéssemos enfim nos encontrarmos. Foram só três dias de encontros diários até que finalmente fomos para casa.

Sabe mãe, acho que o que havia de diferente naquele primeiro encontro foi a sua alegria, mesmo com a cara de choro. Eu não sabia o que era isso. Eu sentia algo bom, mas ainda não conseguia saber o que era. O que também havia de diferente era que você já estava amando mesmo me olhando apenas por alguns segundos. E eu também não conhecia o que era amor.

Ainda.

Também não esqueço do primeiro banho que me deu, quase na mesma hora que me conheceu. Lembro que chegava correndo no abrigo nos dias seguintes apenas para me ver e ficar alguns minutos comigo. E sempre gostei do jeito que me olhava com seus olhos grandes (não sou só eu que os tenho, tá?). Lembro do caminho que fizemos até chegar em casa. Por isso dou gritos de alegria até hoje quando viramos a esquina.

Os meus primeiros dias foram muito tristes. Fiquei à sua espera nos lugares para onde me levaram. Me davam carinho e atenção, cuidavam muito bem de mim, mas ainda faltava alguma coisa.

Hoje sei que faltava alguém que me olhasse como você olha.

Não nasci da sua barriga e sim de seu coração. Já lhe sentia, já sabia que seríamos filha e mãe pelos menos dois anos antes, desde o dia que resolveu começar a caminhada em minha direção.  Caminhou, chorou, teve vontade de desistir mas conseguiu chegar até o final do arco íris. Sempre soube que viria por mim.

Obrigada pelo seu olhar, por brincar comigo sempre que chega do trabalho, mesmo com tantas coisas a fazer. Obrigada pelos finais de semana ótimos, pelos passeios, pelas brincadeiras no carro, com o secador de cabelos, na escada de casa e claro, por me emprestar sua necessáire e seu tablet.

Você me ensinou o que é o amor e como é bom ser amada.

Mãe, você sempre será a minha mulher maravilha.

Beijos da Luísa…

Nota do Papai: Hoje a Luísa pediu para que eu escrevesse esse texto e agradecesse a cada uma de vocês. Deixamos um beijo a todas as “mulheres maravilha” que nos acompanham de perto, de longe e pela internet: mamães, titias, vovós e também, filhas.

Sem vocês nada disso seria possível.

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Comentários

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