Com que roupa eu vou?

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Quando decidimos que eu ficaria cuidando da Luísa e que adiaríamos o máximo seu ingresso à uma creche, não tínhamos idéia do tamanho do desafio.

Dar banho, trocar fraldas, fazer comida, levar a pediatra, posto de saúde, vacinação, fazê-la tirar uma sonequinha e trabalhar neste intervalo. Tudo isso foi fichinha até, perto de uma das coisas que mais tive dificuldades: a de vestir a pequena Luísa.

Não sou muito ligado com essa história de que isso-combina-com-aquilo e aquilo-não-combina-com-esse. Foi complicado saber o que usar, se era vestido, body, calça, short, tênis ou sandália. E as cores? Já tenho um histórico de ser meio “mulambento” e de muitas vezes parecer um argentino que frequenta o litoral de Santa Catarina: usar roupas de time de futebol e boa.

Gisele, por outro lado, sempre foi mais atenta a isso. E não foram poucas vezes em que cheguei para buscá-la e, após olhar a “vestimenta” da Luísa, vinham os seguintes comentários:

_É, mas essa roupa não está combinando.

_A roupinha está meio grande, não acha?

_Mas com esse frio não dá para usar só isso, Fabrício.

Roupa sempre foi um problema. Ao ponto de que apenas uma única vez comprei uma calça, sozinho, para o bebê. E não combinava com nada que ela tinha no guarda roupa.

E o sapato? Para mim, esse sim o maior suplício. Eu não sabia como usar e muito menos com o quê. Até hoje, não entendo como um designer ou pessoa que estudou moda projeta (é isso mesmo? Me corrijam) um calçado com fivela para usarmos em uma criança. Impossível calçar em menos de cinco minutos (cada pé). Muitas vezes, quase é necessário dar uma gravata no bebê, girar o pé ao contrário para conseguir enfim fechar a tal da fivela. Depois do esforço hercúleo do papai, o bebê tira o sapato em menos de trinta segundos.  Prefiro, por isso, o tal do velcro. Tá, a Luísa tira do mesmo jeito, vocês vão me dizer. Mas pelo menos o meu trabalho para recolocar é bem menor.

Enfim, desenvolvi uma “técnica” para vestir a Luísa sem gerar atritos com o bom gosto e evitar que a pequena saia de casa parecendo usar uma coleção elaborada pelo Agostinho Carrara.  Vão aqui as três dicas:

1. Observe sempre as roupas que a mamãe escolhe para o bebê usar no final de semana. E não tenha medo de repetir. Essa dica foi valiosa para mim pois fui percebendo o que poderia e o que não poderia ser usado, por exemplo, quando está calor ou em dias mais frios.

2. Defina que roupa a pequena vai usar no dia seguinte. Sempre que temos pediatra ou precisamos sair, já pergunto para Gisele na noite anterior que roupa ela acha que Luísa deve usar. Isso poupa meu tempo  – qualquer minutinho é valioso – e evita que ela seja vítima das minhas combinações de gosto duvidoso.

3. Não tenha receio em perguntar e pedir socorro à mamãe. Quantas vezes liguei para Gisele no meio do seu serviço para perguntar se a blusa tal combinava com a calça Y. E se podia levar essa ou aquela de reserva.

Com o tempo a gente vai aprendendo, arrisca uma ou outra vestimenta e de vez em quando, até acerta. Demorou, mas uma coisa eu já aprendi: a blusa de oncinha não combina com a calça de bolinhas.

 

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