Dia da Adoção: 8,7 mil crianças estão no Cadastro Nacional

Luísa anda doentinha, faltou a semana toda à aula e eu fiquei muito dividido entre os afazeres em meio à essa crise, à procura por um posto de gasolina e a atenção que devo dedicar a ela. Antes de dormir, Luísa me abraçou e pediu que quando eu saísse para trabalhar, não esquecesse de deixar um bilhete a ela.

No dia seguinte, escrevi o material e saí correndo para o trabalho. No caminho, fui lembrado pelo noticiário que 25 de maio. Puxa, era o Dia Nacional da Adoção e a data passou sem o destaque que merecia devido a toda essa problemática da situação política no país.

O tema adoção é um marco em minha vida. Pela adoção conseguimos encontrar a Luísa, o nosso potinho de ouro do final do arco-íris. Como não escrever sobre o tema? Não, não consegui escrever. A data passou.

O fato é que hoje, existem 8,7 mil crianças e adolescentes e 43,6 mil pretendentes devidamente cadastrados no CNA, o Cadastro Nacional da Adoção, coordenado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça desde 2008. Na última década, mais de 9 mil adoções foram realizadas. Só no período de janeiro a maio deste ano, 420 famílias foram formadas com o auxílio do CNA.

Com o cadastro, as varas de infância de todo o País passaram a se comunicar com facilidade, agilizando as adoções interestaduais. Até então, as adoções das crianças dependiam da busca manual realizada pelas varas de infância para conseguir uma família.

Material produzido pela CNJ mostra histórias intessantes envolvendo adoções, como de Jéssica, que aos sete anos conseguiu encontrar o amor de uma nova família. Vocês podem encontrar mais textos aqui.

Mais agilidade na adoção

Este ano, o Governo Federal promete que uma nova versão entrará em funcionamento para as varas de Infância e Juventude de todo o Brasil. O novo cadastro, que permitirá a pretendentes à adoção uma busca mais rápida e ampla de crianças, é resultado de propostas aprovadas pela maioria dos servidores e magistrados que participaram de debates nas cinco regiões do País este ano, organizadas pela Corregedoria.

Outra novidade é a junção dos cadastros de adoção e o de crianças acolhidas, de forma a possibilitar a pesquisa sobre o histórico de acolhimento da criança, anexando informações como relatório psicológico e social, além de fotos, vídeos e cartas.

Esperamos que dê certo.

Confesso que não iria escrever nada porque a data havia passado. Fiquei triste, frustrado por não poder participar de nenhum ato ou caminhada relacionada à data. Enfim, estava triste.

Mas aí a Gisele me mandou uma mensagem contando que Luísa que havia amado o bilhete que deixei. Abraçou, beijou e deixou o papelzingio debaixo do travesseiro. Foi o suficiente. Vi que posso não ter escrito nada sobre o tema, diretamente.

Mas escrevi sobre amor. Para quem mais amo.

Luísa anda doentinha, faltou a semana toda à aula e eu fiquei muito dividido entre os afazeres em meio à essa crise, à procura por um posto de gasolina e a atenção que devo dedicar a ela. Antes de dormir, Luísa me abraçou e pediu que quando eu saísse para trabalhar, não esquecesse de deixar um bilhete a ela.

No dia seguinte, escrevi o material e saí correndo para o trabalho. No caminho, fui lembrado pelo noticiário que 25 de maio. Puxa, era o Dia Nacional da Adoção e a data passou sem o destaque que merecia devido a toda essa problemática da situação política no país.

O tema adoção é um marco em minha vida. Pela adoção conseguimos encontrar a Luísa, o nosso potinho de ouro do final do arco-íris. Como não escrever sobre o tema? Não, não consegui escrever. A data passou.

O fato é que hoje, existem 8,7 mil crianças e adolescentes e 43,6 mil pretendentes devidamente cadastrados no CNA, o Cadastro Nacional da Adoção, coordenado pela Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça desde 2008. Na última década, mais de 9 mil adoções foram realizadas. Só no período de janeiro a maio deste ano, 420 famílias foram formadas com o auxílio do CNA.

mapa da adoção

Com o cadastro, as varas de infância de todo o País passaram a se comunicar com facilidade, agilizando as adoções interestaduais. Até então, as adoções das crianças dependiam da busca manual realizada pelas varas de infância para conseguir uma família.

Material produzido pela CNJ mostra histórias interessantes envolvendo adoções, como de Jéssica, que aos sete anos conseguiu encontrar o amor de uma nova família. Vocês podem encontrar mais textos aqui.

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Tudo o que já publiquei sobre adoção

Mais agilidade na adoção

Este ano, o Governo Federal promete que uma nova versão entrará em funcionamento para as varas de Infância e Juventude de todo o Brasil. O novo cadastro, que permitirá a pretendentes à adoção uma busca mais rápida e ampla de crianças, é resultado de propostas aprovadas pela maioria dos servidores e magistrados que participaram de debates nas cinco regiões do País este ano, organizadas pela Corregedoria.

 

Outra novidade é a junção dos cadastros de adoção e o de crianças acolhidas, de forma a possibilitar a pesquisa sobre o histórico de acolhimento da criança, anexando informações como relatório psicológico e social, além de fotos, vídeos e cartas.

Esperamos que dê certo.

Confesso que não iria escrever nada porque a data havia passado. Fiquei triste, frustrado por não poder participar de nenhum ato ou caminhada relacionada à data. Enfim, estava triste.

Mas aí a Gisele me mandou uma mensagem contando que Luísa que havia amado o bilhete que deixei. Abraçou, beijou e deixou o papelzingio debaixo do travesseiro. Foi o suficiente. Vi que posso não ter escrito nada sobre o tema, diretamente.

Mas escrevi sobre amor. Para quem mais amo.

Então, considero a missão cumprida.

Então, considero a missão cumprida.

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