Confira dicas para evitar as doenças de verão

O verão não é só a estação do calor, dos banhos de mar e das brincadeiras ao ar livre. É hora de redobrar os cuidados com a saúde. Durante a época de férias, os pequenos aproveitam o calor para se refrescarem no mar, piscina, banheira, mangueira e cascatas. Mas existem riscos…

Confira dicas para evitar problemas ou doenças de verão, como insolação, otites e as temíveis intoxicações alimentares.

Para curtir o sol com responsabilidade e sem preocupações, vale dar uma olhada no nosso guia de protetor solar para crianças e nas dicas de pediatras para o correto uso do produto.

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina – onde trabalho – também vem lançando dicas para evitar problemas como otite e as doenças diarreicas.

Otite

Com o aumento da exposição à água, as orelhas ficam úmidas e podem acumular resíduos. Em alguns locais com água não tratada, pode ocorrer a presença de bactérias ou fungos, que penetram nas orelhas das crianças causando infecções externas, as chamadas otites de verão!

Secar bem as orelhas após cada banho, com a toalha de banho ou lenço de papel, para evitar a permanência de água é a melhor forma de prevenção. Se apesar disso a criança reclamar de barulho de líquido ou diminuição da audição pela água que sobrou, segue lá a dica da SES:

1. Com secador de cabelos: colocando aproximadamente 30 a 40 centímetros da orelha (no ar morno);
2. Pingar 2 a 3 gotas de álcool 92%, e aguardar dois minutos com a cabeça inclinada para o contato do álcool na orelha. Retirar o excesso e secar com toalha de algodão ou lenço de papel.
Importante:

A presença de cerúmen é importante na proteção local, por isso não deve-se usar objetos para retirada desta barreira natural.

Intoxicações

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), os casos de diarreia tendem a crescer nesta época do ano em função do aumento do consumo de alimentos e bebidas contaminados, contato com água imprópria para banho e aumento na circulação de vírus, bactérias e parasitas que causam a doença de verão.

Em 2018, foram notificados 241 surtos de Síndrome Diarreica Aguda, sendo 39 de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) e 202 de Doenças Diarreicas Agudas (DDA).

As causas da doença de verão estão relacionadas a diversos patógenos, entre eles o Rotavírus e Norovírus, as bactérias Escherichia coli (enteropatôgenicas), Salmonella e Shigella e os parasitas Cryptosporidium, Cyclospora e Giárdia. Em geral, eles são transmitidos devido ao preparo e acondicionamento incorreto de alimentos, ao consumo de bebidas (água, sucos, gelo) de procedência duvidosa e à ausência de cuidados com a higiene pessoal (lavagem das mãos), que facilitam a transmissão de patógenos causadores da diarreia. A principal manifestação da doença é o aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência, podendo ser acompanhadas de náusea, vômito, febre e dor abdominal. Em alguns casos, há presença de muco e sangue nas fezes.

Não preciso nem explicar que a primeira dica é lavar as mãos sempre. Tenho explicado e feito Luísa adotar como hábito lavar as mãos várias vezes ao dia. A DIVE divulgou uma lista de dicas para evitar ou pelo menos diminuir o risco de contaminações.

Confira dicas

– Não consuma alimentos que estejam fora do prazo de validade estabelecido pelo fabricante, mesmo que sua aparência seja normal;
– Mesmo dentro do prazo de validade, não consuma alimentos que pareçam deteriorados, com aroma, cor ou sabor alterados;
– Não consuma alimentos em conserva cujas embalagens estejam estufadas ou amassadas;
– Evite comer carne crua e mal passada, qualquer que seja sua procedência;
– Só tome leite fervido ou pasteurizado;
– Embale adequadamente os alimentos antes de colocá-los na geladeira;
– Higienizar frutas, legumes e verduras com solução de hipoclorito a 2,5% (diluir uma colher de sopa de água sanitária para um litro de água por 15 minutos, lavando em água corrente em seguida para retirar resíduos);
– Lave os utensílios de cozinha, especialmente depois de ter lidado com alimentos crus;
– Lavar frequentemente as mãos com água e sabão, especialmente após utilizar o sanitário e antes de se alimentar, preparar ou manipular alimentos;
– Lavar e desinfetar superfícies que tenham sido contaminadas com vômito e fezes de pessoas doentes, usando água e sabão e desinfecção com água sanitária.

You may also like...