Seis dúvidas sobre a febre repentina nas crianças. O que fazer?

Saiba tudo sobre febre

_ Fabrício, a Luísa está deitada e com febre de 38 graus.

A ligação da creche fez com que saísse correndo no meio de uma reunião para buscar a pequena. Febre. A tal da febre voltou. Nem bem a semana começou e lá vamos nós. Odeio. A minha primeira – e até aqui única – experiência com Luísa em um hospital foi justamente por causa de uma febre altíssima.

Penso que o pior da febre não é a temperatura em si. É quando ela vem sem que se saiba o que a criança tem. Essa história de febre solitária, sem nenhuma dor para acompanhar, é muito estranha. Já teríamos que saber o que tratar de uma vez. Pois então, enquanto combato a febre com dipirona, paracetamol, compressas e banho morno, continuo esperando para saber o que Luísa pode ter.

Já aconteceram episódios em que ela ficou três dias com temperaturas elevadíssimas. E não apareceu nada. Nenhuma dor de garganta, de ouvido, nadica de nada. Tomara que seja assim. Mas dói vê-la abatida.

Já contei aqui que o fato da febre piorar ao anoitecer tem explicação médica. E muito se debate. A febre aliás é uma doença ou um sintoma?

Veja o que a equipe da NUK respondeu para nós.

O que é febre?

A febre é a elevação na temperatura corporal, que traduz a resposta do organismo. Em condições normais a temperatura apresenta variações de 0,5°C a 1°C, sendo os menores valores medidos na madrugada e os maiores no final da tarde, tendo como valor médio de 36,5°C. Só é considerado febre, temperaturas acima de 37,5°C. Vale lembrar que temperaturas medidas no reto ou na boca, são em geral 0,5°C mais altas que a axilar.

Quais são os riscos?

O aumento da temperatura melhora a resposta imune da criança, retardando o crescimento de diversos vírus e bactérias. Sendo assim, podemos considerar a febre como uma resposta do organismo, que deve ser tratada apenas em determinadas circunstâncias. Vale lembrar que temperaturas acima de 38°C ou 38,5°C geralmente estão associadas às sensações de maior desconforto, no qual o uso de antitérmicos faça com que as crianças se sintam melhor.

O banho morno pode ajudar?

Quando a febre aumenta o banho com água morna pode ser administrado, entretanto, não se deve em hipótese alguma utilizar álcool ou água fria. O álcool pode causar queimaduras na pele e a água fria pode provocar calafrios, piorando a sensação de desconforto.

Quando procurar o pediatra?

Mais importante que o grau da febre é o estado geral da criança. Se a criança tem febre, mas está ativa e disposta, podemos observá-la. Porém, quando a criança está abatida e gemente, mesmo com a febre baixa, é recomendado procurar um pediatra imediatamente, uma vez que o quadro pode ser mais sério.

Por que ocorrem as convulsões?

O risco das crises convulsivas febris são maiores em crianças entre seis meses e cinco anos. É importante salientar que a ocorrência destas crises está ligada a uma predisposição que algumas crianças apresentam. Sendo assim, algumas crianças podem ter o desencadeamento de uma crise com apenas 38°C de temperatura e outras podem apresentar temperaturas acima de 39,5°C e nada ocorrer.

Quais antitérmicos usar?

É sempre importante procurar a ajuda do pediatra. Entre os antitérmicos mais utilizados estão a dipirona e o paracetamol. Vale lembrar que, depois de administrado, a medicação leva ao menos 20 minutos para iniciar seu efeito e o pico da ação antitérmica ocorre depois de 1 hora.

 

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